Hernanes marca na reestreia, São Paulo bate Botafogo com virada incrível no fim e dorme fora da degola.

Na reestreia de Hernanes, o São Paulo conseguiu uma vitória inacreditável sobre o Botafogo com três gols após os 39 minutos do segundo tempo. Com o brilho do camisa 15 e dois gols do estreante Marcos Guilherme, o time do técnico Dorival Junior venceu por 4 a 3, neste sábado, no Engenhão, e conseguiu sair momentaneamente da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o São Paulo chegou aos 19 pontos e subiu para o 15º lugar na classificação. Agora, o time tricolor torce pelo tropeço de Coritiba (16º, com 19) ou Atlético-PR (17º, com 17), que enfrentam Atlético-MG e Vasco, respectivamente, para fechar a rodada fora do grupo de ameaçados. O Botafogo continua com 24 pontos e está na sétima posição.

Hernanes demorou 15 segundos para tocar na bola em seu retorno ao São Paulo após sete anos. Com a braçadeira de capitão, cedida por Pratto, o meia era bastante participativo. A bola passava por seu pé em praticamente toda jogada ofensiva. Defensivamente, ele fechava os espaços com inteligência.

A presença de Hernanes parece ter deixado Cueva mais à vontade. O peruano atuava com mais lucidez do que nos últimos jogos e foi premiado com um gol. Aos 18 minutos, após jogada individual, o meia aproveitou indecisão de João Paulo, que trombou com Gatito Fernández, e tocou para o gol vazio.

A torcida do São Paulo não teve nem tempo de imaginar o time fora da zona de rebaixamento. Um minuto depois, Marcos Vinícius empatou e, aos 25, ele mesmo virou. Os dois gols nasceram de erros. No primeiro, Bruno afastou mal um cruzamento e, após passe de Pimpão, os defensores são-paulinos ficaram só olhando. E, no segundo, Renan Ribeiro levou o chamado frango em chute despretensioso de fora da área.

Atrás no placar, o São Paulo reiniciou o difícil trabalho de buscar o empate, sempre apostando em Hernanes. O problema é que o jogo ficou à feição do estilo de jogo do Botafogo. A equipe de Jair Ventura abdicava da posse de bola para tentar aproveitar qualquer vacilo para encaixar o contra-ataque.

O São Paulo tentava transformar em chances seu domínio. O time até criou, mas não conseguiu igualar no primeiro tempo. Edimar, em passe de Hernanes, e Marcinho, livre na área, desperdiçaram o empate. O próprio Hernanes, por duas vezes, apareceu com chance de marcar, porém falhou nas finalizações.

O segundo tempo começou com o mesmo cenário de boa parte da etapa inicial. A bola ficava no pé do São Paulo, que trocava passes para tentar encontrar espaço na bem posicionada defesa do Botafogo. Os donos da casa apostavam em uma jogada para decidir o confronto.

Apesar do domínio territorial, o São Paulo não era tão perigoso. Dorival então colocou Wellington Nem no lugar de Marcinho aos 21 minutos. Logo no primeiro lance, o atacante caiu na área em jogada com Joel Carli e o árbitro André Luiz de Freitas Castro marcou pênalti. Cueva bateu mal e Gatito Fernández defendeu.

O erro custou caro e o Botafogo ampliou logo depois. Luis Ricardo recebeu na direita sem ser incomodado, teve tempo de pensar o que fazer e rolou bola perfeita para Guilherme. O atacante, que havia entrado no segundo tempo, bateu forte, no canto, sem chance para Renan Ribeiro.

Quando o jogo parecia decidido, o São Paulo virou o jogo de maneira inacreditável, com três gols em oito minutos. O estreante Marcos Guilherme diminuiu aos 39 em um lance de oportunismo após desvio de cabeça de Arboleda. Hernanes igualou aos 41 depois de duas tentativas. E novamente Marcos Guilherme, aos 47, em um lindo passe de Cueva, selou o resultado.

Após o triunfo épico, o São Paulo voltará a campo pelo Brasileirão na próxima quinta-feira, quando recebe o Coritiba no Morumbi, às 19h30, enquanto o Botafogo joga na quarta-feira contra o Palmeiras, às 21h45, novamente no Engenhão.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 3 X 4 SÃO PAULO

BOTAFOGO – Gatito Fernández; Luis Ricardo, Igor Rabello, Joel Carli e Victor Luis (Victor Lindenberg); Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, João Paulo e Marcos Vinícius (Guilherme); Rodrigo Pimpão e Roger (Brenner). Técnico: Jair Ventura.

SÃO PAULO – Renan Ribeiro; Bruno, Rodrigo Caio, Arboleda e Edimar; Jucilei, Petros (Marcos Guilherme) e Hernanes; Marcinho (Wellington Nem), Lucas Pratto (Gilberto) e Cueva. Técnico: Dorival Júnior

GOLS – Cueva, aos 18, e Marcos Vinicius, aos 19 e 25 minutos do primeiro tempo; Guilherme, aos 24, Marcos Guilherme, aos 39 e aos 47, e Hernanes, aos 41 minutos do segundo.

ÁRBITRO – André Luiz de Freitas Castro (GO).

CARTÕES AMARELOS – Petros.

RENDA – R$ 528.128,00.

PÚBLICO – 14.016 pagantes.

LOCAL – Engenhão, no Rio.

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