Prefeitura de Boa Vista do Tupim viabiliza parceria com frigorifico para o abate de animais atendendo condições de higiene

A garantia de um alimento de qualidade na mesa dos tupinenses. Este foi o compromisso firmado entre a Secretaria de Agricultura de Boa Vista do Tupim, representantes dos marchantes, comerciantes e a empresa Friruy de Ruy Barbosa-Bahia.

Nesta quinta-feira (25), houve uma reunião entre o prefeito Helder Lopes Campos (PSDB), secretário de Agricultura Léo Satélite, o gerente Camilo e o veterinário Caio Freitas – representantes do Friruy, o diretor do mercado municipal Toin de Miro e o empresário e representante dos marchantes – Robinson Carneiro para tratar sobre o fechamento do matadouro e a proibição do abate clandestino de animais, firmando uma parceria com o frigorifico da vizinha cidade de Ruy Barbosa.

O local onde é realizado atualmente o abate de animais, não tem condições minimas de higiene e não atende a portaria 304/96

Segundo o secretário de agricultura, Léo Satélite, é inviável a construção de um frigorifico na cidade, pelo alto custo que a obra requer. Segundo ele, algo em torno de R$ 3 a R$ 4 milhões e mesmo que se consiga uma verba para a construção, a prefeitura e nem a quantidade de abates, conseguem manter a estrutura funcionando.

A população está vulnerável a contaminações, com o abate da forma que está sendo feito. A preocupação minha e do prefeito, é justamente colocar um ponto final nisso. O local que é realizado o abate de animais não atende a Portaria 304/96 do Ministério da Agricultura. A qualquer momento pode ser interditado. Inclusive já tivemos notificação do Ministério Público” alertou o secretário.

Léo Satélite explica que foram feitas diversas reuniões com os comerciantes e marchantes para resolver a situação. Inclusive, relatou, sobre uma viagem no ano passado até a cidade de Ruy Barbosa, para que fosse visitado o frigorifico e que todos conhecessem o seu funcionamento “a prefeitura disponibilizou um ônibus e viajamos para Ruy Barbosa para conhecer o funcionamento e os custos da mudança” comentou.

Com relação aos custos, o secretário disse que os marchantes apresentaram uma planilha que ficava em torno de R$ 70,00 (setenta reais) o abate de cada animal na cidade. No diálogo mantido com os representantes do frigorifico, o couro retirado do animal, vai ser comprado e com isso, os custos serão praticamente os mesmos.

No custo com o frigorifico, está embutido, o transporte dos animais em carro boiadeiro, o abate e limpeza e o retorno a Boa Vista do Tupim em caminhão frigorifico. Fizemos tudo, para que a população não fosse onerada no preço final e que tivéssemos um produto com higiene e segurança para consumir” garante o Secretário.

Segundo estudos realizados por órgãos da saúde pública comprovaram que existem, atualmente, mais de 30 doenças transmissíveis via carne contaminada. Entre as principais zoonoses, encontram-se a tuberculose, cisticercose, brucelose, botulismo, aftosa e raiva. A mais grave doença transmitida por carne, à cisticercose, é também a mais comum nos rebanhos abatidos.

Além do abate em um local adequado, estamos colocando em funcionamento a câmara fria, para armazenar a carne no próprio mercado, ficando próximo aos marchantes e em uma segunda etapa, os marchantes e comerciantes devem implantar balcões frigoríficos em seus boxs e comércio, para evitar a exposição das carnes ao ambiente natural” finaliza Léo Satélite.

O cronograma de fechamento do antigo matadouro público está previsto para o dia 02 de março. Quando será proibido o abate clandestino de animais em Boa Vista do Tupim.

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