Vereadores são presos por negociar voto para presidência do Legislativo

Sete vereadores eleitos de Frutal (MG), na região do Triângulo Mineiro, foram presos por suspeita de corrupção. Seis deles foram pegos durante a Operação Déjà-vu, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais na última sexta-feira. Um outro, que estava foragido, se apresentou na tarde de sábado. Eles são investigados por comprar apoio na eleição da Mesa Diretora que irá comandar o Legislativo municipal no ano que vem.

Dos presos na operação, três já são vereadores e foram reeleitos: Ricardo Mazzarope (PT do B), Joab do Baratão (PSC) e Romero Silva de Menezes (PRTB). Os demais, Nene Finuh (PT do B), Esio dos Santos (PR), Douglas Doyal (PSOL) e Edison Yamagami (PSOL), foram eleitos em outubro.

De acordo com as investigações, os suspeitos combinaram e já começavam a pagar propinas para garantir apoio político na disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal do biênio 2017/2018. Segundo a polícia, o chamado “mensalinho de Frutal” já aconteceu em legislaturas anteriores e estava se repetindo.

Os envolvidos responderão a crimes como associação criminosa, corrupção ativa e passiva. A Justiça definiu também pelo afastamento dos suspeitos dos cargos. A cidade tem no total 15 vereadores e a Câmara Municipal ainda não se posicionou sobre as prisões. O Estado conseguiu contato com os advogados de três presos. Segundo eles, a defesa vai ingressar com recurso pedindo que seus clientes respondam em liberdade.

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