Os prefeitos das cidades baianas participaram de uma reunião com o governador Rui Costa (PT) nesta quinta-feira (17) para traçar estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de zika vírus, dengue e febre chikungunya. Em conversa com o Varela Notícias, os gestores municipais opinaram sobre a proposta que tramita na Assembleia Legislativa da Bahia e aponta para o fim do Tribunal de Contas do Município (TCM), que seria incorporado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O prefeito de Camaçari, Ademar Delgado (PT), manifestou o interesse pela fiscalização de contas públicas e, portanto, se posicionou contra o fim do TCM.
“Eu sou a favor da fiscalização, acho que é importante, por isso eu entendo a necessidade de reforçar os órgãos de fiscalização. Eu quero que o estado busque a melhor forma de fazer a nossa fiscalização para que a gente melhore o gasto público. Se o TCM tem um papel importante, ele não pode ser extinto, tem que ser reforçado”, disse.
O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite (PRB), também reforçou a importância do TCM, pregou a discussão do assunto, mas deixou claro que a Côrte é fundamental para coibir gestores que não possuem compromisso com o dinheiro público.
“O TCM é importante, essa discussão é salutar, é importante, mas o TCM faz esse trabalho de pesquisa, ver os índices, claro que a proposta de acabar precisa ser bem discutida. Eu sou contra o fim do TCM, porque é muito importante na verificação das contas, dos gastos, isso intimida gestores que não têm compromisso com a ética, com a moralidade”, afirmou ao VN.
Já José Ronaldo (DEM), prefeito de Feira de Santana, foi direto em se colocar contra o fim do TCM: “Eu sou contra o fim do TCM, é uma instituição importante para a sociedade, contribui para a sociedade, sou totalmente contra acabar com o TCM”.
Além deles, Márcio Paiva (PP), prefeito de Lauro de Freitas, se mostrou contrário o fim do Tribunal: “Eu sou a favor de qualquer mecanismo de fiscalização. Sou a favor totalmente do TCM. Porque o TCM não é só fiscalizador, é orientador. O TCM tem a missão de prestar contas à sociedade, porque o dinheiro não é do gestor, não é da Prefeitura, é público. E as ações precisam ser sim fiscalizadas”.