A anemia falciforme é uma doença muito comum na Bahia, pois afeta principalmente os negros. São mais de quatro mil pacientes portadores da doença cadastrados na Fundação de Hemoterapia e Hematologia da Bahia (Hemoba). É caracterizada pela presença de uma hemoglobina anormal, que sob determinadas condições de desoxigenação deforma as hemácias, que assumem uma forma semelhante a foices, causando deficiência no transporte de oxigênio e gás carbônico e outras complicações. Deve ser diagnosticada logo após o nascimento, através do teste do pezinho.
O tratamento e acompanhamento são realizados pelos hematologistas. Em Salvador, os pacientes são atendidos na Hemoba, localizado na Avenida Vasco da Gama, próximo ao HGE. O paciente deve comparecer com a documentação necessária, incluindo o encaminhamento do médico que realizou o diagnóstico da doença (solicitação para que a pessoa receba o tratamento).

Fonte: Sesab
A doença é hereditária. Estima-se que, a cada 650 crianças que nasçam com vida, pelo menos uma possui a doença e traço falciforme. Os sintomas da doença são: dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos, dores articulares, fadiga intensa, palidez e icterícia, atraso no crescimento, feridas nas pernas, tendência a infecções, cálculos biliares, problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais.
A outra forma de diagnóstico da doença é o exame de sangue e a eletroforese de hemoglobina. Os dois métodos são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A utilização de medicamentos específicos, como ácido fólico e penicilina profilática, além de vacinas, estão entre as formas de tratamento mais adequadas e todas são disponibilizadas pelo SUS.