Mesmo diante de todas as provas de corrupção, que pesavam contra o candidato a deputado federal do Prefeito João Filho (PP), a população de Itaberaba depositou nas urnas 5595 votos para Luiz Argolo (PP).
A votação de Argolo em Itaberaba foi uma tapa na cara das pessoas que tentam mudar a política e transformá-la em um ambiente livre da corrupção. Sendo apoiado pelo Prefeito e diversos vereadores do seu grupo, fica uma pergunta no ar: Qual a origem do dinheiro que bancou a campanha de Argolo em Itaberaba?
Argolo foi condenado por ter recebido dinheiro de propina paga por empreiteiras fornecedoras da Petrobras. Num esquema de corrupção que investiga a participação de outros nomes do Partido Progressista na Bahia.
Segundo informações coletada, na época da eleição cada apoio conquistado por Argolo em Itaberaba, custou caro. E a campanha do deputado não ficou por menos de 2 milhões de reais. Que foi investido para torna-lo o segundo mais votado no pleito eleitoral de 2014.
“Ficou evidente a utilização de caixa 2 em Itaberaba e a campanha de Argolo foi milionária. A população sabia que ele era corrupto mais parece que não levaram muito em conta, e preferiram votar no deputado” relata um dos coordenadores da campanha de Argolo em Itaberaba.
O mesmo coordenador afirma, que todo o dinheiro da campanha de Argolo foi movimentado por caixa dois e chegava em espécie. E que tem certeza que foi dinheiro desviado desse esquema de corrupção. Além disso, tudo foi acordado entre o prefeito João Filho e o deputado Argolo.
“É necessário que o Ministério Público Federal investigue a origem do dinheiro aplicado na campanha de Argolo em Itaberaba, e saber quem foram os beneficiados pelo esquema na cidade. Vamos procurar os órgãos fiscalizadores e contribuir de forma contundente com as investigações” relata o coordenador da campanha.
“Infelizmente se a população de Itaberaba precisar agora do apoio de Argolo, vai ter que ir até a Penitenciaria em Curitiba, jogaram os votos de Itaberaba na corrupção da Petrobras” finaliza.
Argôlo foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena considerada pelo juiz Sérgio Moro é de 11 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multas de R$ 459.740.
O ex-deputado ainda terá de indenizar a Petrobras no mesmo valor que recebeu de propina – corrigidos até o pagamento. Para garantir a indenização, Moro decretou o confisco criminal de um helicóptero que, segundo a sentença, foi adquirido com recursos ilícitos.