As perdas territoriais do EI (Estado Islâmico) reacenderam o instinto selvagem do grupo que, desesperados, continuam a cometer e a divulgar suas barbaridades em nova tentativa de continuar aterrorizando o mundo. Desta vez o grupo crucificou quatro prisioneiros para em seguida atirar contra as suas cabeças no meio da rua na cidade de Raqqa, na Síria.
Os assassinatos aconteceram no último dia 2, segundo o grupo ativista que denuncia atrocidades na cidade, denominado Raqqa is Being Slaughtered Silently (Raqqa está sendo destruída em silêncio). Na última semana, o desespero do EI causou retaliação dentro do próprio grupo: a direção ordenou a execução de 15 de seus membros, por causa de problemas nos serviços de segurança. Foi o maior número de homicídios internos do grupo militante até agora na Síria.
Depois dos homicídios, 35 membros do grupo foram presos em Raqqa no fim de semana, de acordo com Syrian Observatory for Human Rights (Observatório Sírio para os Direitos Humanos), que monitora o conflito sírio através de uma rede de fontes na região. A morte dos membros do EI foi relacionada ao assassinato de membros do alto escalão do grupo, como Abu al-Hija, que morreu no último dia 30 em um ataque aéreo que aconteceu em Túnis, capital da Tunísia.
Enquanto isso, as forças do governo e seus aliados entram em uma segunda cidade, que estava sob controle do grupo terrorista. A TV estatal síria disse que, com a ajuda de bombardeios russos, tropas do EI foram empurradas para a cidade de Qaryatain, perto de Homs no fim de semana. O avanço vem uma semana após as forças sírias recapturaram a cidade de Palmyra, um centro histórico que havia sido tomado pelo EI.