A escola municipal Ivanilda Monteiro da Silva foi alvo de atos de vandalismo e tiveram diversos casos de agressões. Preocupados com a situação, após a realização de estudos sobre o problema, os professores Loelton Miranda de Jesus e Marcelo de Jesus resolveram desenvolver um projeto para conscientizar os alunos dos prejuízos financeiros e emocionais que as atitudes podem provocar.

Segundo o coordenador pedagógico, Roberico Sousa, a escola municipal foi contemplada com uma reforma no início desse ano, mas hoje já é possível notar as consequências do vandalismo que estão nitidamente visíveis: pichação nas paredes com palavras de baixo calão, desenhos pornográficos, carteiras quebradas, portas danificadas, papéis jogados no chão, ventiladores quebrados e cadeados entupidos.

Os alunos do 8º ano C, tiveram que fazer entrevistas com o Secretário de Infraestrutura, Renê Brito, para saber quanto custou reformar diversas escolas do município. O secretário apresentou aos alunos os gastos com reformas de doze escolas realizadas esse ano, sendo seis localizadas na sede e outras seis na zona rural. Os gastos com as reformas das escolas da sede chegaram a R$ 228.220,95, desse total R$ 21.557,65 foram destinados a Escola Ivanilda Monteiro da Silva; já as escolas da zona rural foram contempladas com o valor de R$ 284.661,75.


“O vandalismo não deve ser combatido apenas dentro das salas de aula, é comum a ocorrência de depredação em todo espaço físico da escola. Os alunos parecem não ter consciência do que é patrimônio público, de que somos nós os “credores” desses prejuízos uma vez que cumprimos com os nossos impostos, que são revertidos em investimentos nos vários seguimentos de serviço público, inclusive nas reformas das escolas” alerta o professor Loelton.
Marcelo de Jesus explica que além dos problemas enfretados, existem outras situações que devem ser revistas pelos alunos “Outros atos de indisciplina também geram preocupação ao corpo docente da escola, ocorrem muitas brigas entre alunos, bem como desrespeito dos mesmos para com os funcionários. Isso é lamentável, pois se espera que a escola seja um ambiente de harmonia, aprendizagem e formação para a vida”.

Os professores e alunos elaboraram um gráfico que representa o registro dos casos de vandalismo, agressão verbal e agressão física ocorridos no ano de 2017 na dependência da escola. Foram registrados 60 (sessenta) casos de vandalismos, 50 (cinquenta) casos de agressão física e 120 (cento e vinte) casos de agressão verbal.
Segundo os idealizadores do projeto, apesar de ser um problema geral e recorrente, acreditam que o cenário de extremo desrespeito e indiferença aos valores morais tem solução. Mas para eles, a família precisa de fato estreitar relações com a escola, firmando parcerias e participando de forma mais efetiva da vida familiar, escolar e social de seus filhos. Atribuindo a eles corresponsabilidades, postura cidadã e autonomia para o seu desenvolvimento pessoal, social e profissional.
Os alunos além de realizarem as entrevistas e pesquisas, se uniram para realizar alguns reparos na escola, nos locais que foram danificados pelos colegas.

