
Publicado em 03/04/2025, às 07h00 Anderson Ramos
O empresário e ex-prefeito de Valença, Ramiro Campelo de Queiroz, negou que seja ele a pessoa que aparece em um vídeo com cenas de sexo que começou a circular nas redes sociais nesta quarta-feira (2).
No registro de poucos segundos, um homem aparece fazendo carícias nas partes íntimas de uma mulher não identificada.
O BNews entrou em contato com o advogado Carlos da Silva Magalhães, que faz a defesa de Ramiro Campelo. Para a reportagem, ele informou que seu cliente garantiu que em “hipótese alguma trata-se da pessoa dele no vídeo”.
“Segundo o mesmo, que assistiu ao vídeo, trata-se de uma montagem criada por IA. Uma fake news”, afirmou o advogado em contato com o site.

Histórico
Ramiro Campelo é uma figura conhecida no baixo sul da Bahia. Além de ex-prefeito de Valença, ele também é o fundador das Lojas Guaibim, uma das maiores redes de móveis e eletrodomésticos do estado.
Em 2014, ele foi preso na Operação Data Venia, deflagrada pela Polícia Federal para apurar o desvio de verbas públicas repassadas pelos ministérios da Educação e da Saúde.
Durante buscas realizadas na residência dele, a fim de apurar as denúncias de irregularidades, a polícia acabou encontrando armas e munições. As apreensões resultaram na prisão em flagrante do ex-prefeito por posse ilegal de armas.
Em janeiro de 2018, Ramiro ficou quase um mês nas mãos de criminosos, que o sequestraram quando ele saía de casa. Quatro homens envolvidos no sequestro acabaram presos.
As circunstâncias da elucidação do crime chamaram atenção na época. Campelo foi solto no Espírito Santo, mas os detalhes sobre a negociação não foram detalhados. A família não aceitou a participação da polícia na negociação com a quadrilha, mas a Polícia Civil seguiu com as investigações.
“Os familiares não registraram nenhum tipo de boletim de ocorrência. A polícia ficou sabendo através dos sites de notícias local, que começaram a veicular as informações. A partir daí iniciamos as investigações que resultou na identificação e prisão do grupo”, declarou o delegado responsável pelo caso, Cleandro Pimenta.