
No último dia 04 do corrente mês, seria realizada uma Concorrência Pública de nº 412/2015 para a venda de uma parte do Clube Social. No entanto, por não aparecer compradores a licitação foi considerada deserta. A Prefeitura Municipal de Itaberaba publicou outro edital de nº 443/2015 para vender o mesmo terreno no dia 08 de dezembro de 2015.
A venda desse terreno pela Prefeitura Municipal tem dado “pano pra manga” muitos sócios do antigo clube tem alegado que o terreno que o prefeito João Filho quer vender, faz parte do clube social. O Portal Itaberaba Noticias fez uma pesquisa sobre a localização exata do terreno e constatou que fica dentro do espaço murado do antigo Clube Social, conforme pode ser comprovado através da imagem abaixo.

Um dos sócios do Clube Social, o Sr. Nilo Cesar Silva chegou a dar entrada numa ação judicial para barrar a venda do terreno. Mas desistiu da ação e se manifestou nas rádios alegando que estava sozinho na briga e que não ficaria se expondo.
A venda do terreno do Clube Social tem causado grande polêmica na cidade, desde o mês passado. Quando um projeto tramitou no Poder Legislativo para aprovar a venda do terreno. Os vereadores de oposição alegaram naquele momento, que houve uma armação do Prefeito e dos vereadores de situação, ao colocar em regime de urgência um projeto polêmico, sem a presença de todos os vereadores. Principalmente os vereadores de oposição.
“Eles aproveitaram a nossa ausência, por saber que tínhamos marcado uma viagem a Salvador para um encontro com o Secretário de Saúde e colocaram o projeto da venda do terreno. Sem o conhecimento dos vereadores de oposição. Foi uma falta de respeito com todos nós” alerta o vereador Roberto Almeida.
No dia da votação, segundo confirmou a nossa reportagem, estavam ausentes os vereadores Ricardo Pimentel, Roberto Almeida, Carlos Tanajura e Mandinga participando de um encontro com o Secretário Estadual de Saúde para tratar da reabertura da Santa Casa.
Segundo o vereador Ricardo Pimentel: “ a imoralidade na tramitação foi absurda, não respeitaram o regimento interno. Aprovaram a venda do terreno de qualquer jeito. E não deram a oportunidade dos vereadores de oposição se manifestar no projeto. Além de tudo, ninguém pode confirmar realmente se o terreno pertence a Prefeitura. Pois, o Prefeito João Filho já responde a um processo por ter falsificado a escritura do antigo mercado de farinha e responde a um outro processo por estelionato. Ele já é acostumado a falsificar escrituras. Temos que duvidar dessa também. Até que seja esclarecido. Já estamos buscando informações junto ao cartório. Essa falta de compradores, foi boa para ganharmos mais tempo e receber a informação cartorial”.
Na sessão de Câmara, o vereador Carlos Tanajura disse: “estou preocupado com o rumo que as coisas estão tomando nessa casa, esperam uma viagem dos vereadores de oposição a serviço do Legislativo, para colocar um projeto polêmico em votação. Sem uma discussão prévia com a comunidade, para saber se é do interesse da população a venda dos terrenos”.
TODO O CLUBE SOCIAL PERTENCIA A PREFEITURA
Além de se apropriar do terreno, já existia um processo de desapropriação de todo o Clube Social, através do Decreto nº 57 que foi revogado no último dia 06 de outubro do corrente ano, através de outro decreto de nº 219/15. Ou seja, o Clube Social já era da Prefeitura através do decreto de desapropriação.
O que não se entende, é que a Prefeitura já tinha desapropriado o CLUBE SOCIAL e ninguém teve conhecimento. Dando a entender, que o decreto de desapropriação serviu apenas para esquentar o documento que e dar posse do terreno que será vendido, a Prefeitura Municipal.
“O que tenho a falar sobre o assunto, é que essa escritura está muito obscura e merece um estudo mais profundo sobre a situação. Agora apareceram esses dois decretos que ninguém teve conhecimento, que o clube social tinha sido desapropriado. Essa questão da licitação deserta pode ser uma manobra do gestor para vender o terreno por um preço abaixo da avaliação, o terreno foi avaliado por quase um milhão e duzentos mil” alerta Ricardo Pimentel
O que resta agora é esperar as cenas do próximo capitulo. O certo é que a gestão do Prefeito João Filho está sendo investigada por duas outras vendas de terrenos polêmicas. O prefeito e a sua irmã Marigilza Mascarenhas está sendo investigado pela venda do terreno do cemitério. E existe um ação no Tribunal de Justiça de nº 0316803-53.2012.8.05.0000 que investiga a falsificação da escritura do mercado de farinha, esse processo pode culminar com o afastamento do gestor do cargo.
