Nesta quinta-feira (14), os médicos que trabalham na Central de Regulação da Bahia entraram em greve, por tempo indeterminado. O Sindimed (Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia) informou que a decisão, aprovada em assembleia, prevê a manutenção de 30% do quadro de em atendimento.
A categoria decidiu cruzar os braços para protestar contra as condições de trabalho e o corte do adicional de insalubridade, que ocorreu em novembro. Os médicos, ainda de acordo com o sindicato, pleiteiam a reavaliação imediata dos processos de trabalho, para corrigir as distorções e falhas na estrutura da Central de Regulação.
Nesta semana, nos dias 11 e 13, o Sindimed se reuniu com o superintendente de Regulação da Sesab (Secretaria de Saúde do Estado da Bahia), José Saturnino Rodrigues, que teria se comprometido a apresentar formalmente uma proposta até esta sexta-feira (15).
O apresentador Raimundo Varela ficou revoltado nesta sexta-feira (12) com o caso de dona Isaudina Alcântara, que aos 97 anos está internada na UPA de Pirajá há quatro dias aguardando vaga na Central de Regulação para ser transferida para um hospital baiano. A situação acontece por conta da greve de quase trinta dias dos servidores da Regulação. Segundo a Sesab, são mais de 1400 pacientes nesta situação. Varela citou a verba rápida destinada ao Carnaval. Confira o comentário na íntegra:
“Ela tem 97 anos. Engraçado, ninguém renuncia do cargo, ninguém pede demissão. Finge que resolve, mas o salário sai todo mês, ninguém mexe. Seu Fabio Villas Bôas, o senhor é renomado, cardiologista conhecido, secretário de Saúde, mande alguém buscar essa senhora de 97 anos. Ela está esperando há quatro dias para entrar na Regulação. É assim que estamos sendo tratados, por isso que um médico me disse que ‘gastaram mais de 100 milhões de reais no carnaval e o povo está morrendo nos hospitais’. Quem é que vai cancelar o carnaval? Cadê a regulação do bloco, do trio elétrico? O dinheiro dos cantores famosos saiu. A prioridade é a festa, é o circo. Nós somos hebreus, mas sem o pão e sem a água. Só chibatada. É isso que estamos vivendo atualmente aqui”.