No mês de setembro de 2015, a APMI – Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Castro Alves, suspendeu as atividades na Santa Casa de Misericórdia,criando grandes transtornos e gerando revolta em meio à população, que foi às ruas em caminhada de protesto, clamando por soluções. A irmandade se deslocou ao vizinho município de Iaçu para entregar um protesto pelo fechamento ao Governador Ruy Costa.Desde aquela data, pessoas da irmandade, autoridades e funcionários buscaram soluções para a reabertura. Muitas promessas foram ouvidas pelos defensores da entidade. Passaram-se cinco meses e nenhuma solução foi tomada pelo Governo do Estado.
Duas audiências foram realizadas, uma com o secretário de saúde, Dr. Fábio Vilas Boas, e a outra com o sub-secretário, Dr. Carlos Emanuel Rocha de Melo. As promessas foram muitas, mas nada evoluiu com relação aos pleitos protocolados. O secretário Vilas Boas em uma reunião, chegou ao ponto de informar “que não tinha ido em Itaberaba, devido a intervenção do aeroporto e que não tinha onde pousar de avião”.
As reuniões tiveram a participação dos deputados Jorge Solla e Neuza Cadore, vereadores da Comissão de Saúde da Câmara Municipal e irmãos da provedoria. O grupo solicitou a estruturação de um novo contrato para gestão do hospital, devido a suspensão inesperada das atividades de clínica médica, (ambulatorial), psiquiatria e laboratorial, serviços que estavam sobre a responsabilidade da APMI (Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Castro Alves). A unidade continua prestando os serviços de hemodiálise para cerca de 100 pacientes.
O Superintendente José Rodrigues e representantes da IMEGI (Instituto Médico de Gestão Integrada) estiveram em visita no município para avaliar as condições da estrutura e dos equipamentos da unidade. A IMEGI seria a empresa responsável para assumir a gestão do hospital, depois da saída da APMI.
Entidades como a subseção Ordem dos Advogados da Bahia (OAB), Maçonaria, Clube de Dirigentes Lojistas (CDL), Fundação Paraguaçu, Núcleo de Supermercados e o Cremeb, reuniram-se em outubro de 2015 e aprovam a proposta de criação de uma nova instituição para administrar o hospital e ajudar sanear seu passivo.
O certo é que a Santa Casa entrou no esquecimento e o Governo do Estado não tem interesse político para reabrir o espaço. Devido a intervenção do Prefeito João Filho, que já conseguiu o remanejamento das AIH´s para o município.
O que todos sentem, é a inercia do poder público para resolver a situação. Muitas promessas foram feitas, desde emendas parlamentares ao investimento do Governo do Estado para a compra de equipamentos. O certo, é que nada foi feito, e o que vimos é o Secretário Fábio Vilas Boas arrotando economia na saúde do Estado, com o fechamento de vários hospitais.
O deputado Jorge Solla chegou a denunciar: “a Sesab fechou, em um ano, 28 farmácias populares, 63 leitos de obstétrica, 29 UTIs neonatais e mais de mil servidores foram demitidos sem o pagamento do FGTS.Há uma perda de prioridade na área de saúde”, disparou .