A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (02), duas operações simultâneas em Salvador, Feira de Santana e Ruy Barbosa. Uma delas, que recebeu o nome de Orobó – uma referência à serra aos pés da qual está localizado o município de Ruy Barbosa – , cumpriu oito mandados de busca e apreensão, seguindo o desdobramento da Operação Águia de Haia, realizada em julho de 2015, para investigar um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, que causou um prejuízo de mais de R$ 6,6 milhões de reais aos cofres públicos de Rui Barbosa. A segunda operação realizada nesta quinta (2), foi contra o tráfico de drogas na capital.
Em entrevista coletiva, o superintendente da Polícia Federal na Bahia, Daniel Justo Madruga, afirmou que a ideia era confundir os suspeitos. “O objetivo, dentre outros, foi confundir os alvos da investigação. Criar uma cortina de fumaça”, disse.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em escritórios de dois advogados suspeitos de participação na organização criminosa. Segundo a PF, os profissionais atuaram para atrapalhar o andamento das investigações. Eles foram detidos, mas prestaram depoimento e foram liberados. Os alvos não tiveram as identidades divulgadas.
De acordo o o site Bocão News, os advogados alegavam ter influência dentro da PF para atrapalhar as investigações. “Eles diziam na organização criminosa que tinham influência na troca de advogados em alguns casos e isso não é verdade. A PF reprime qualquer tipo de influência”, disse o superintendente.