Moradores dos bairros Açude Novo, Coelba e RM, em Itaberaba, reclamam que as obras de urbanização e saneamento das localidades citadas, com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), iniciadas há mais de seis anos ainda não foram concluídas, e no espaço onde deveria ter sido construído calçamento, esgotamento e casas reformadas, tem muita lama e esgoto a céu aberto.
De acordo com o site do Ministério das Cidades, a obra foi iniciada em dezembro de 2009 e a previsão de conclusão era dezembro de 2012, com o valor de investimento de R$ 8.593.010,00 já foi liberado pelo Governo Federal, o valor de R$ 3.880.139, 32 e quase nada foi feito no local. O que se vê é um total descaso com a população dos bairros.
O que era pra ser um sonho para os moradores, hoje se tornou uma constante dor de cabeça. A Prefeitura de Itaberaba é quem administra os recursos liberados pelo Governo Federal e o prefeito João Filho já fez várias promessas que concluiria a obra. “Toda vez que está perto das eleições, o prefeito aparece aqui para prometer que vai concluir a obra. Ele manda jogar uma caçamba de pedra e vai embora. Estamos indignados com essa situação” afirma D. Maria moradora antiga do bairro.
A obra estava prevista a reforma e melhoria habitacionais para 168 moradias do Açude Novo e Irmã Dulce. Contemplava ainda a urbanização de uma Praça no Conjunto Irmã Dulce com edificação de Quiosque; urbanização e arborização de duas pequenas praças no Conjunto RM, que também ganharia a construção de uma Quadra Poliesportiva, uma Creche e um Centro Social Comunitário.
Os recursos liberados garantiam ainda as obras de pavimentação e rede de esgotos com Estação de Tratamento (ETE), para os conjuntos RM, Irmã Dulce e parte do Bairro do Açude Novo, que também receberiam melhorias na rede de energia e no sistema de distribuição de água. Depois da obra pronta, a previsão era beneficiar 830 famílias dos três bairros.
Os moradores indignados afirmam que estão aguardando a visita do Prefeito mais uma vez no bairro para pedir votos. “o dinheiro da obra quem mandou foi o Governo Federal e a Prefeitura sumiu com esses recursos. Estamos clamando uma solução, não aguentamos mais chegar com os nossos pés sujos de lama em casa” finaliza a moradora.