Após o recesso junino, que durou um pouco mais de 2 semanas, alunos e professores retornaram para algumas escolas estaduais, nessa segunda-feira (4), mas foram surpreendidos com falta de funcionários dos setores de limpeza, segurança, além de copa e cozinha, nas unidades de Salvador. De acordo com denúncia feita à Metrópole, todos os terceirizados foram demitidos e, com isso, as aulas foram suspensas.
Na manhã desta terça-feira (5), um ouvinte chegou a reafirmar a situação e citou o nome de alguns colégios: Professora Maria Anita; Praia Grande e Nelson Mandela. Ainda nessa segunda-feira, alunos de quatro escolas públicas se reuniram no Campo Grande, em protesto contra essas demissões. Segundo uma professora, que preferiu não se identificar, mesmo sem as aulas, durante esse período os educadores precisam ir até as escolas para assinar o ponto de frequência. “É complicado, pois a unidade que ensino fica em um bairro perigoso e sem a segurança fica impraticável trabalhar”, afirmou.
Segundo dados da Secretaria da Administração do Estado (Saeb), disponibilizados para a Metrópole, atualmente, existem 120 fornecedores atendendo a 563 contratos no Estado. Desses, 121 são da área de conservação e limpeza; já no setor de vigilância e segurança são 89 e 94 para copa e cozinha – serviços que foram suspensos nas escolas.
Procurada pelo Metro1, a Secretaria de Educação da Bahia falou que os contratos com as empresas que prestavam estes serviços chegaram ao fim na semana passada e não estavam em conformidade com a Lei Anticalote, como explicou o secretário de Educação, Walter Pinheiro, em entrevista à Metrópole na última sexta (1º).
Ainda de acordo com a pasta, os diretores das escolas estaduais foram orientados a autorizarem a contratação dos prestadores de serviço para as unidades escolares. “As empresas vencedoras da licitação realizada pela Saeb para serviços terceirizados nas escolas, já estão em processo de contratação dos trabalhadores”, explicou.