O PRB (Partido Republicano Brasileiro) anunciou, nesta quarta-feira (16), o rompimento com Dilma Rousseff e a saída da base do governo. O desembarque acontece no mesmo dia em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado da Operação Lava Jato, foi anunciado ministro-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff.
Na Bahia, a sigla que já era oposição ao PT, ratificou a decisão da Executiva Nacional. “Estamos estarrecidos com a avalanche de informações, e o nível crítico ao qual chegou o governo. É no mínimo uma afronta ao Brasil. Sou veementemente contra esse uso imoral da máquina pública e de nossas instituições, e da perpetuação dessa praga chamada impunidade, ao que se pode constatar, institucionalizada no governo. Precisamos extirpar essa mazela”, avalia a deputada federal e presidente do PRB-Bahia, deputada federal Tia Eron.
O rompimento coloca fim a uma união política de mais de uma década, já que o PRB participou do governo Lula com o vice-presidente José Alencar, morto em 2011 e o maior ícone do partido. O partido também assumiu três ministérios durante os governos Lula e Dilma.
A decisão foi tomada após reunião entre o presidente Marcos Pereira, a Executiva Nacional e a bancada de deputados federais. “O partido levou em conta, além das sucessivas e graves denúncias de corrupção envolvendo o governo, a evidente dificuldade da presidente de formular um projeto político e econômico capaz de conter a crise instalada e restaurar a confiança dos brasileiros no futuro do país”, disse o presidente Marcos Pereira em nota.