A prefeitura de Boa Vista do Tupim cadastrou no sistema do DATASUS profissionais fantasmas para receber recursos do Ministério da Saúde. A verba é destinada para pagamento do Programa da Saúde da Família. A questão agora é: Quem está recebendo esses recursos? Esse é o questionamento do vereador Nadson Silva Pereira (PP).
Após minuciosa investigação para rastrear pagamentos de equipes de saúde, que são remunerados a exemplo de dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, com carga horária exigida de 40h pelo programa, no município de Boa Vista do Tupim, o vereador Cau do Iguape, constatou que pode estar ocorrendo desvio de recursos públicos destinado a saúde da cidade.

“De início, foi averiguado que o município, cadastrou no [CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde] dentistas e técnicos de enfermagem que sequer trabalham no município e os seus dados podem estar sendo usado indevidamente pela gestão, para desviar recursos” denuncia o vereador.
O parlamentar verificou que Luana Figueredo da Silva, não trabalha na cidade, mas os seus dados estão sendo utilizados no CNES na condição de cirurgiã dentista. É como se o funcionário estivesse trabalhando e, mantendo assim, a continuidade do repasse dos recursos vindos do Ministério da Saúde aos cofres públicos da prefeitura de Boa Vista do Tupim, que é administrada por João Durval Passos Trabuco (PT).
Outro caso, é da cirurgiã dentista, especializada em endodontia, Juliana Leal Mota que consta no cadastro, como se trabalhasse 40 horas no CEO e Raquel Alban Andion, que deveria estar atendendo a população carente da cidade no mesmo local. “O mais estranho é que ficamos sabendo que essas duas profissionais recebem pagamentos pela cooperativa de saúde. Acredito que sequer elas sabem que os seus nomes estão sendo utilizado para fraudar o SUS” alerta o edil.
Bruna Gomes da Silva que é técnica de enfermagem deixou a equipe de saúde da família de Terra Boa faz quase um ano, mas o seu nome está cadastrado como se tivesse trabalhando no local. Ela também está recebendo pela cooperativa, conforme informação do CNES.
“É vergonhoso ver o erário público sendo repassado pelo Ministério da Saúde para profissionais que não existem na folha de pagamento da prefeitura. Essas informações falsas são gravíssimas e devem ser apuradas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal para tomar providências urgentes. Se a saúde no país está um caos, um dos motivos é esse. Imagine quanto não são desviados mensalmente do Ministério da Saúde com essas informações falsas. Deve ser um valor astronômico”, revelou o vereador Cau do Iguape.
Segundo o vereador, todos os dados foram extraídos do CNES no último dia (09/09) e qualquer cidadão pode verificar as irregularidades através do site, clicando aqui.