Em 2013 a prefeitura de Itaberaba, foi beneficiada com a liberação de R$ 493.100,00 em convênio com o Governo Federal, para a realização de obras de pavimentação e drenagem de diversas ruas no bairro das Malvinas. A obra foi iniciada antes da eleição de deputado e assim que passou foi paralisada. Muitos moradores têm reclamado das condições de trafegabilidade do local e protestando nas redes sociais.
No mês de dezembro de 2015 o Governo Federal liberou uma parcela do convênio, no valor de R$ 147.930,00 em pagamento a empresa HENMATEL. O que ninguém entendeu foi o fato, da obra estar paralisada e o repasse continuar sendo feito a empresa responsável pelos serviços.
Segundo a nota fiscal nº 2724000105/15 conseguida com exclusividade pelo Portal Itaberaba Noticias, foram realizados diversos serviços nas ruas Naomar Alcântara, Cleriston Andrade, rua Dr. Luiz Calmon, Duque de Caxias e Lote 01, no mês de dezembro. Porém, a realidade é outra, moradores reclamam que os serviços estão paralisados. E que a Prefeitura deixou pela metade o calçamento.
Segundo informações, do Portal da Transparência do Governo Federal já foi liberado R$ 394.480,00 para a obra. “ Não conseguimos entender a liberação de quase todo o recurso para a obra e até agora, não foi feito nem 60% . É preciso uma investigação para saber onde está indo parar o dinheiro do calçamento” disse uma moradora.
Os moradores estão revoltados com a situação, pois quando chove, ninguém consegue transitar no bairro. “infelizmente o prefeito, recebe os recursos do Governo Federal utiliza de outra forma e só termina quando chega perto da eleição. Isso acontece em Itaberaba, veja a Praça do Rosário só concluiu depois da denuncia. Clamamos aos vereadores que denunciem essa situação para que a Prefeitura termine logo essa obra”.
Procurado pela reportagem, o vereador Ricardo Pimentel disse: “Já encaminhamos denúncia ao TCU, CGU e MPF sobre essas obras paralisadas. Mas essa obra da Duque de Caxias, Cleriston Andrade e outras ruas é um absurdo, a empresa está recebendo os valores como se estivesse fazendo a obra e não concluiu até agora. Vamos cobrar novamente desses órgãos” finaliza.