A Medida Provisória 703 – que altera a chamada Lei Anticorrupção (12.846/2013) -, publicada no último dia 21, vai dificultar o avanço das investigações da Operação Lava-Jato, garantindo que as empresas envolvidas celebrem acordos de leniência sem revelar fatos novos e, mesmo assim, escapem de punições mais severas.
A avaliação é do procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da Lava-Jato em Curitiba. “É um retrocesso. Deixou claro que não é do interesse do governo que o combate à corrupção avance sobre o sistema de poder econômico que sustenta a atividade político-partidária”, disse Lima.