Antes da marcha iniciar, manifestantes queimaram álbuns da Copa e bandeira do Brasil; três foram presos portanto facas Pela primeira vez longe do centro expandido da cidade, o sexto Ato Contra a Copa do Mundo nesta terça-feira (29), em São Paulo, recebeu 3,7 mil confirmações no Facebook até o seu início oficial, marcado para 19hs no Metrô Tatuapé, na zona leste. Às 19h30, no entanto, havia cerca de 500 manifestantes de acordo com a Polícia Militar.
Com o lema “Se não tiver direitos não vai ter Copa”, os manifestantes se encontraram no metrô sob a escola da polícia, que protegia especialmente o acesso do metrô ao shopping e ao terminal de ônibus. Antes mesmo da caminhada iniciar, três menores, portando facas e estiletes, foram levados para o 30° Distrito Policial. Até aquele momento, um grupo de black blocs havia queimado uma bandeira do Brasil e um álbum de figurinhas da Copa, aumentando a apreensão dos policiais, espalhados por toda a região.
Depois de negociar com a PM, os manifestantes finalmente saíram em caminhada pela zona leste por volta das 20h30. A intenção do grupo era avançar até o centro da cidade, mas como a PM impediu o acesso pela Radial Leste, eles foram em direção ao Complexo Viário Padre Adelino até finalmente chegar à Radial, que ficou bloqueada na altura do Metrô Belém.
Outros atos
Este foi o sexto protesto paulista, o quinto com participação policial da chamada “tropa do braço” ou “tropa ninja, que ao atuar pela primeira vez, em 22 de fevereiro, no segundo ato do ano, causou polêmica ao realizar a detenção de cerca de um quarto dos manifestantes e agressão a jornalistas. Na quinta manifestação,aA Polícia Militar prendeu 54 manifestantes no dia 15 de abril. Enquanto a Polícia Militar frisou as três agências bancárias depredadas, os manifestantes reclamaram a virulência dos soltados e o grande número de pessoas feridas.
O primeiro protesto do ano aconteceu no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e terminou com cerca de 130 detidos e um jovem baleado. Houve confronto com a Tropa de Choque e depredação de estabelecimentos comerciais no centro da cidade. Além de São Paulo, pelo menos outras doze capitais realizaram protestos contra a realização da Copa do Mundo na mesma data.
O terceiro contra a Copa aconteceu no dia 13 de março e teve cinco detidos e um princípio de tumulto entre manifestantes e a Tropa de Choque na avenida Paulista. Cerca de 1,5 mil ativistas participaram do protesto e 1,7 mil policiais foram mobilizados. O último ato que aconteceu no dia 27 de março foi pacífico e não teve confronto nem detidos.
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