Nesta sexta-feira, 5, quando se completou um ano do caso do Cabula, quando 12 pessoas morreram em uma ação policial, o governador Rui Costa (PT) enfrentou um constrangimento ao ser questionado por um integrante do Movimento Negro sobre o ocorrido, durante a saída do cortejo Ilê Aiyê, no Curuzu.
O governador concedia entrevista à imprensa, quando foi questionado pelo integrante: “hoje faz um ano da chacina do Cabula, e as mães daqueles jovens choram até hoje. O que o senhor tem a dizer, governador?”, questionou ele. A entrevista foi interrompida e Rui Costa seguiu para a a concentração para a saída do bloco.
No ano passado, também durante a saída do Ilê, o governador enfrentou protestos da população que participou da cerimônia no Curuzu por conta da ocorrido. Em 2015, a ação policial que matou os jovens tinha ocorrido poucos dias antes do Carnaval. Os policiais envolvidos na ação foram absolvidos pela Justiça, o que causou revolta de entidades de defesa direitos humanos.
A absolvição se deu sob a alegação de que agiram em legitima defesa. Nesta sexta, a organização não governamental Justiça Global pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) assuma o caso, segundo divulgou a Agência Brasil. Laudos necrológicos que integram o inquérito concluíram que boa parte dos tiros encontrados nos corpos foi disparada a curta distância e de cima para baixo, indícios de execução.