OS CONTRATOS DE MUTIRÕES DE CIRURGIAS ELETIVAS NÃO FORAM RENOVADOS EM ITABERABA.
O deputado estadual Alan Sanches, agora sem partido, justificou em conversa com Tribuna, à mudança de posicionamento político. Até então filiado ao PSD, de Otto, Alan se desfiliou do partido após romper com o governo Rui Costa.
“Eu hoje estou com a oposição. Não participei desse governo Rui. Participei do governo Wagner. O de Rui eu ajudei a construir e saí. Não participei do atual governo do estado. Inclusive, abri mão de todo o espaço de cargos que teria em Salvador e no Recôncavo”.
Alan Sanches disse ainda que foi “fritado” pelo secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes.
“Eles não me ouviram e eu preferi participar de um projeto que realmente pudesse ajudar a construir. Não ouve adesismo. Muito pelo contrário. Saí do governo do PT no início do governo. Diferente de muitos, que sairão daqui a dois anos. Eu saí agora”, enfatizou, ao falar da expectativa de integrar a base do prefeito ACM Neto.
O deputado disse também que perdeu a esperança no projeto de governo encabeçado pelo PT.
“E, sem esperança, não se vive. Saio de cabeça erguida e abrindo mão de qualquer benesse. Diferente de muitos, que se aproveitam do governo para sair no final do mandato.Saio no início e reafirmo, abrindo mão de espaços oferecidos”, enfatizou.
CRITICAS –
O deputado estadual Alan Sanches aproveitou o tom oposicionista e denunciou o colapso no setor de saúde do estado.
Alarmado, o deputado apontou problemas em inúmeras unidades, inclusive, as tidas como de maiores importância e, em especial, na capital baiana.
Ele elencou o fechamento de 10 leitos de UTI Geral Adulta do Hospital Roberto Santos; falta de plantonista pediátrico no Hospital Geral do Estado (HGE); fechamento da emergência de obstetrícia do Hospital Santo Amaro; paralisação dos médicos no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) por falta de pagamento; falta de marcação de cirurgia eletiva – os contratos de mutirões de cirurgias eletivas não foram renovados em Salvador, Vitória da Conquista, Itaberaba, entre outros ; não resolução para o fechamento do Hospital Espanhol e o fechamento da maternidade do Hospital da Sagrada Família já decretado para novembro e muito mais, conforme ele destaca.
“Isso tudo sem falar que a rede das farmácias populares sob gestão estadual está com várias unidades já fechadas e outras prestes a encerrar suas atividades. Portanto, se formos colocar na ponta do lápis já são milhares de pacientes sem atendimentos e, consequentemente, correndo risco de morte. Em suma, é o cenário desolador do descaso com a vida humana que, infelizmente, é a marca do governo do PT. Um verdadeiro retrocesso e que precisa de intervenções por parte do Ministério Público. Afinal, estamos falando de fatos que são de um prejuízo incalculável para sociedade e que não podem ser ignorados. Se o estado precisa reduzir custos que não seja na saúde, serviço essencial”, disparou.