Os servidores públicos de Itaberaba, fizeram diversos atos e manifestações no decorrer da semana, em virtude do descumprimento de acordo do prefeito João Filho (PP), em mandar para votação o Plano de Cargos e Salários das categorias.
Na segunda (29/08) foram a Câmara Municipal para cobrar dos vereadores a votação do PCCV do magistério. No entanto só compareceram a sessão legislativa, apenas quatro vereadores, não tendo quorum para iniciar os debates.
Na terça (30/08), os servidores fizeram uma caminhada, saindo da sede do Sindicato (SINDSERVI) até o gabinete do prefeito. “O prefeito prometeu e não cumpriu, são sete anos de espera. Ele enganou a todos os servidores. Vamos dar a resposta merecida ao gestor pela enganação” protesta uma servidora efetiva.
Na noite de terça, retornaram a Câmara Municipal, cobrando a votação do plano e para surpresa de todos, o presidente Zenildo Nascimento Aragão (PP) estava com um parecer jurídico que alertava para a ilegalidade da votação do projeto, em período eleitoral. “Foi tudo combinado entre o gestor e o presidente, pois a assessoria jurídica da câmara é a mesma da prefeitura. Eles fazem o que o prefeito manda. Vamos dar a resposta a cada um deles” disse outro servidor.
Com relação ao parecer apresentado pelo presidente, o vereador Roberto Almeida (PT) rebateu o documento e apresentou um parecer da justiça eleitoral que permite a votação desse tipo de projeto em período eleitoral “o que está acontecendo aqui é uma enrolação de sete anos aos servidores. Deixaram para última hora de propósito, o prefeito não honrou com a sua palavra mais uma vez” alerta o edil.
O vereador Ricardo Pimentel (PV) foi mais enfático e citou como exemplo, o período em que foi presidente “quando fui presidente do legislativo, fiz uma consulta ao TCM-BA para colocar em votação o plano de cargos e salários do legislativo e não houve qualquer ilegalidade. O que está ocorrendo hoje é a má vontade do gestor, que sempre enganou os servidores. Vamos dar busca nesse parecer, e mostra a verdade” .
Segundo os servidores, caso o gestor não cumpra com a sua palavra, é bem certo, que entrem em greve por tempo indeterminado, até que se resolva a situação “espero que eles não venham justificar depois, que esse movimento é político. Pois tem sete anos, que estamos dialogando com o prefeito para aprovar os planos e ele até hoje, só fez enganar os servidores” finaliza uma professora.