Acusada de cometer diversos crimes de estelionato, com aproximadamente 15 pessoas na capital baiana e interior doo estado, a publicitária conhecida como A. M. costuma agir no Facebook e WhatsApp, prometendo triplicar o valor do dinheiro “investido”, segundo as vítimas.
Ainda de acordo com as vítimas, A. M. aplica os golpes da seguinte forma: cria uma situação na qual demonstra ser amiga íntima do gerente de um banco e convence a vítima de que existe uma pirâmide financeira sustentada por grandes empresários que fazem o dinheiro girar. Normalmente, a criminosa faz um cidadão com baixa renda investir pouco dinheiro e de fato devolve o triplo, para fazer com que outras pessoas se sintam seguras com o exemplo e apostem ainda alto – mas, depois, o dinheiro não é devolvido.
Nesta terça (5), a suposta estelionatária prestou depoimento sobre as acusações na 7ª CP. A delegada que está a frente das investigações, Jussara Sousa, titular da delegacia, afirmou que A. M. já responde a um processo de estelionato, que será julgado ainda nesta terça (5), em audiência no fórum. A autoridade afirmou também que a polícia inicia nesta semana as investigações sobre as demais acusações também de artigo 171, e que assim que unir as provas o inquérito será aberto.

Acusada também abordava vítimas nas redes sociais
“Recebemos a notícia dos crimes e vamos apurar. Ouvir todas as vítimas, juntar todas as provas, e prosseguir as investigações. Diante das notícias trazidas até agora, tudo indica que se trata também de estelionato”, disse Jussara ao Varela Notícias. O inquérito leva em média 30 dias para ser processado.
Três pessoas que afirmam terem sido golpeadas por A. M. também prestaram depoimento na 7ª CP ainda nesta terça-feira (5). Uma delas foi Paloma Portela. A publicitária conta que conheceu a criminosa através da mãe, pelo Facebook. Segundo a vítima, A. M. fazia promessas de triplicar o dinheiro de quem investisse, fazendo o valor render três vezes mais do que o aplicado.
Toda negociação foi feita através da plataforma WhatsApp. Paloma conta também que só se deu conta de que estava sofrendo um golpe, quando o retorno do dinheiro “investido” atrasou 30 dias, após A. M. dizer que teve um enfarto e estava no hospital.
Após o episódio Paloma conta seu desespero: “Depois de toda enrolação eu comecei a pesquisar na internet sobre ela, pelo próprio Facebook, e descobri outras pessoas que caíram. Tem até um grupo no WhatsApp com nove pessoas“. O valor do investimento foi de 24 mil, e Paloma esperava receber 84 mil.

Paloma Portela (31), publicitária

Comprovante de depósito de Paloma para a suposta golpista
Com Humberto Franco Júnior, a situação não foi muito diferente. O médico conta que conheceu A. M. no comitê de um político, em Pirajuba, cidade onde reside. Segundo Humberto, a proposta feita a ele para a golpista, foi de triplicar 10 mil reais fazendo o valor se transformar em 30 mil reais (existem comprovantes de depósito).
Questionado sobre qual motivo o fez acreditar nas promessas de uma desconhecida, Humberto afirmou: “Tinha boas referências, ela trabalhou em campanhas políticas na minha cidade (Pirajuba), no comitê central de um político conhecido, e ela tem um papo que faz qualquer um acreditar no que diz… Ela sabe conduzir uma conversa como ninguém”.

Humberto Franco Júnior, médico

Comprovante de depósito de Paloma para a suposta golpista
A suposta estelionatária também esteve presente na 7ª delegacia para prestar depoimento nesta terça. Questionada pelo Varela Notícias se as informações denunciadas pelas vítimas procedem, A. M. afirmou que na verdade a vítima é ela, de agiotagem por parte das supostas vítimas que a denunciaram. A advogada da acusada não quis se pronunciar.