Laudo de hospital indica pneumonia atípica e suspeita de Ebola é descartada.
Segundo Edy Gomes, assim que foi levantada a suspeita de Ebola, o Clériston tomou todas as medidas de proteção para os outros pacientes e para a equipe médica, isolando o operário em uma sala.

Notícia atualizada às 19:16
Um operário que trabalha em uma empresa de exploração de petróleo em Luanda, Capital de Angola, e que mora em Santo Estevão, foi conduzido na manhã desta quarta-feira (27) para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) com suspeita de Ebola. O diretor da 2ª Dires (Diretoria Regional de Saúde), Edy Gomes dos Santos, informou que o operário retornou ao Brasil no último dia 20 e começou a manifestar alguns sintomas da doença no dia seguinte.
Em contato com o Acorda Cidade o diretor do Hospital Geral Clériston Andrade, José Carlos Pintagueira, informou que o laudo do Hospital Couto Maia indicou que o paciente teve pneumonia atípica e a suspeita de Ebola foi descartada.
“Depois de fazer todos os exames não constatou a suspeita de Ebola e sim de gripe. O mesmo precisou ir para Salvador para cumprir o protocolo do Ministério da Saúde, uma vez que houve a suspeita. O paciente terá alta ainda hoje”, explicou.
Entenda o caso
“O paciente Genival da Silva de Jesus Batista deu entrada no Clériston na manhã desta quarta. Ele apresentou febre, dor de garganta, tosse e realizou auto-medicação. Daí passou a ter a piora do quadro, dando entrada no hospital. Ele estava com o resultado de alguns exames, descartando algumas patologias sugestivas para os sintomas que sentia, surgindo a suspeita de Ebola, por conta da região que ele veio”, explicou.
Segundo Edy Gomes, assim que foi levantada a suspeita de Ebola, o Clériston tomou todas as medidas de proteção para os outros pacientes e para a equipe médica, isolando o operário em uma sala, além de acionar o Centro de Investigação de Agravo Epidêmico de Saúde Pública, que conduziu a regulação do paciente para o Hospital Couto Maia, em Salvador, onde o mesmo se encontra.
“Ele ficou muito pouco tempo no Clériston. Assim que ele disse que veio de Angola, foi isolado e todos os cuidados foram adotados. O material para a comprovação da doença é feito na Fiocruz do Rio de Janeiro e se a suspeita se comprovar, vamos fazer a condução correta do caso”, afirmou.
O diretor da 2ª Dires disse que ainda não é necessário investigar a família do operário, já que não há a confirmação do caso. “Ele apresentou alguns sintomas, veio de uma região onde nesse momento já existem casos e isso chama a suspeita, pois não conseguimos fechar outro diagnóstico, mas ainda não há a confirmação de que ele esteja com a doença”, ressaltou.
De acordo com a diretora nacional de Saúde Pública angolana, Adelaide de Carvalho, à agência de notícias Lusa, não existem casos confirmados, nem sequer rumores, de pessoas infectadas por Ebola em Angola. No entanto, o país passou a integrar o grupo de países com risco “moderado a alto” de infecção, por possuir um país vizinho, o Congo, com a epidemia confirmada.